para quem tem paciência e amor pelo absurdo
segue meu primeiro "ensaio filosófico"...é a maior viagem...para quem embarca: boa sorte.
hoje observei a minha vida. mas só um pouco. não gosto de me assustar. eu, as vezes, sou muito chocante. tenho medo de mim, por isso mesmo tenho orgulho de mim. as convenções não mataram todas as minhas rosas. não fiquei imune a todas as paixões. meu corpo não é joguete de ninguém. foda-se a rede global de televisionad@s. foda-se quem me pede uma estrutura pele-óssea-anorética.
sou assim. estou assim. rebelde. a esquisitice é roupa confortável. a estranheza é o meu cotidiano. gosto de escrementos. gosto de ver a superfície ferida, cicatrizando. gosto de sentir o cheiro da minha podridão, meu catarro, meu furúnculo, meus cravos que explodem. respeito minhas inflamações, meu pus, meus gases nenhum pouco nobres.
porra! adoro minha menstruação irregular. meu sangue grosso, coagulado. quente. já experimentei a descamação desse útero. já bebi esse sangue impuro. beijei meus grandes lábios.
hoje alcancei um pouco da covardia lantente que carrego no peito. a minha também é estúpida, feia, grotesca. a minha covardia é muito, muito covarde. mas é minha. decidi beber meu medo. com limão, sal e elegância. porque seria infinitamente mais difícil ser medrosa e deselegante ao mesmo tempo. gosto do decoro. gosto de sutileza. e tudo isso é tão contraditório...
chega de declarar guerra a esses percalços. chega de esperar a mão amiga. chega de vislumbrar momentos de amor rosa. acho que agora sou mais crua, menos rancorosa. a possibilidade de ser tosca me deixa... me deixa mais livre, mais ajudável. não tolero tolerância, quero transigência...
continua...
hoje observei a minha vida. mas só um pouco. não gosto de me assustar. eu, as vezes, sou muito chocante. tenho medo de mim, por isso mesmo tenho orgulho de mim. as convenções não mataram todas as minhas rosas. não fiquei imune a todas as paixões. meu corpo não é joguete de ninguém. foda-se a rede global de televisionad@s. foda-se quem me pede uma estrutura pele-óssea-anorética.
sou assim. estou assim. rebelde. a esquisitice é roupa confortável. a estranheza é o meu cotidiano. gosto de escrementos. gosto de ver a superfície ferida, cicatrizando. gosto de sentir o cheiro da minha podridão, meu catarro, meu furúnculo, meus cravos que explodem. respeito minhas inflamações, meu pus, meus gases nenhum pouco nobres.
porra! adoro minha menstruação irregular. meu sangue grosso, coagulado. quente. já experimentei a descamação desse útero. já bebi esse sangue impuro. beijei meus grandes lábios.
hoje alcancei um pouco da covardia lantente que carrego no peito. a minha também é estúpida, feia, grotesca. a minha covardia é muito, muito covarde. mas é minha. decidi beber meu medo. com limão, sal e elegância. porque seria infinitamente mais difícil ser medrosa e deselegante ao mesmo tempo. gosto do decoro. gosto de sutileza. e tudo isso é tão contraditório...
chega de declarar guerra a esses percalços. chega de esperar a mão amiga. chega de vislumbrar momentos de amor rosa. acho que agora sou mais crua, menos rancorosa. a possibilidade de ser tosca me deixa... me deixa mais livre, mais ajudável. não tolero tolerância, quero transigência...
continua...
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